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Brasil: queda na informalidade e aumento no emprego formal

Número de trabalhadores com carteira assinada cresce 3,6% no setor privado.

Redação Hoje Maringá e agenciabrasil.ebc.com.br
Brasil: queda na informalidade e aumento no emprego formal Foto: Banco de imagem

A taxa de trabalhadores informais no Brasil reduziu para 38,3% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, representando 39,5 milhões de pessoas do total de 103 milhões de trabalhadores, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Redução na Informalidade

A queda na informalidade foi observada em comparação com o trimestre anterior, encerrado em outubro de 2024 (38,9% ou 40,3 milhões), e com o trimestre encerrado em janeiro de 2024 (39% ou 39,2 milhões). O número de empregados sem carteira assinada no setor privado diminuiu para 13,9 milhões, uma redução de 553 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, mas um aumento de 3,2% em comparação anual.

Estabilidade no Emprego Formal

O número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, foi de 39,3 milhões, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior e crescendo 3,6% (1,4 milhão de pessoas) na comparação anual. A população ocupada totalizou 103 milhões, 0,6% abaixo do trimestre anterior, mas 2,4% acima de janeiro de 2024.

Desemprego em Alta

A taxa de desemprego subiu para 6,5% no trimestre, comparada aos 6,2% do trimestre anterior, mas ainda abaixo dos 7,4% de janeiro de 2024. A população desocupada alcançou 7,2 milhões, um crescimento de 5,3% em relação ao trimestre anterior, porém uma queda de 13,1% na comparação anual. Conforme o IBGE, a troca de governos municipais, resultando em demissões na administração pública, contribuiu para o aumento da taxa de desemprego.

Setores de Atividade

Na comparação trimestral, não houve crescimento em nenhum setor de atividade, mas destacaram-se as quedas na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,1%, ou menos 170 mil pessoas) e na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou menos 469 mil pessoas). No entanto, na comparação anual, houve crescimento em cinco áreas, incluindo indústria geral, construção, comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, informação e comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, e administração pública.

Rendimento Médio e Subutilização

O rendimento médio real dos trabalhadores atingiu R$ 3.343, um aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e 3,7% em comparação anual. A população subutilizada totalizou 18,1 milhões, estável no trimestre, mas com uma redução de 11% na comparação anual. Já a população desalentada aumentou 4,8% no trimestre, mas reduziu 10,9% no ano.

O mercado de trabalho brasileiro mostra sinais de recuperação, com uma redução na taxa de informalidade e um aumento no rendimento médio dos trabalhadores. No entanto, a alta na taxa de desemprego, influenciada pela troca de governos municipais, aponta para desafios persistentes no setor público.




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